A arte de narrar boas historias de viagens
No alto do parque Penedas-Gerês, Portugal

No alto do parque Penedas-Gerês, Portugal

 

MANTER-SE EM MOVIMENTO. Conhecer lugares, pessoas e culturas diferentes das nossas. Comunicar bem um destino, sua essência. E inspirar novas viagens.  Seja você jornalista, blogueiro, publicitário, turismólogo, escritor ou qualquer tipo apaixonado pelo ato de se deslocar.

A verdade é que ser um comunicador de viagens é uma das profissões mais idealizadas e invejadas do mundo. Não é a toa que Mick Jagger já declarou que, caso não fosse uma estrela do Rock, gostaria de ser um escritor de viagens. Richard Gere,  Elton John e Drew Barrymore também já afirmaram o mesmo.

Admito que a  imagem pode ser pra lá de sedutora. Afinal, ali está você: sentado em um café de Paris, observando os transeuntes, anotando impressões e tomando apuntes;  na paradisíaca Praia do Forte admirando as tartarugas e vendo o sol se pôr no mar da Bahia; sacando fotos de leões e gazelas na África do Sul. Se você ama viajar e se comunicar (escrever, tirar fotos, fazer videos, etc) não existe nada melhor.

Mas ser um Narrador de Viagens não é apenas bangalôs com palmeiras, cafés parisienses e safaris durante o pôr-do-sol. É trabalho duro. Horas de trabalho duro e suor.

E se queremos fazer das viagens um ganha pão, devemos nos tornar viajantes e comunicadores cada vez melhores. Alguns dos maiores comunicadores de viagens que tive a oportunidade de conhecer me passaram de forma unânime uma revigoraste sensação de estarem a todo tempo atentos, engajados, curiosos e prontos para aprender cada vez mais e a todo momento.
O QUE CONSTITUI UMA BOA NARRATIVA DE VIAGEM?
O que faz uma boa história de viagem? Em uma palavra: o LUGAR. Histórias de viagens de sucesso, em minha opinião, são aquelas que fazem um lugar em particular ganhar vida através da combinação de informações práticas e pinceladas precisas de detalhes, emoções, curiosidades, personagens, sensações e diálogos. Tais historias são capazes de transportar os leitores e reproduzir ricamente a experiência do autor naquele destino. São capazes de – através do estilo e da riqueza transmitida – comunicar a essência do lugar, de nossas experiências e, principalmente, de criar vínculos com os leitores.
ENCONTRANDO O FOCO DA SUA NARRATIVA
Um dos primeiros passos para escrever uma boa narrativa de viagem é encontrar o assunto certo. Se o tópico está bem escolhido, a chance de escrever um bom texto  – e de ter ele publicado – vai ser certamente maximizada.

O mercado editorial pode oferecer boas oportunidades para todos os tipos de comunicadores de viagens. Basta saber como o explorar da melhor maneira. Por isso é muito importante conhecer bem suas possibilidades. Estude as publicações e websites que você gostaria de escrever, leia muitas edições e post de cada um, analise o seu foco, o tom, a linha editorial, e o tamanho de cada artigo que eles publicam.

Ao mesmo tempo é igualmente importante encontrar o nosso foco pessoal. Como num verdadeiro processo de auto-conhecimento. Que tipos de viagens te interessam mais? Você é apaixonado pela gastronomia local, pelos festivais culturais ou pela vida noturna? Prefere resorts cinco estrelas ou pequenas pousadas a beira-mar? Gosta mais de explorar cidades ou ter contato direto com a natureza? Quais são suas maiores motivações quando viaja?

Não se trata de se limitar a comunicar esses temas ou limitar nosso campo de ação. Mas de saber utiliza-los ao nosso favor. Ter claro quais as nossas paixões pode ajudar na hora de construir historias mais autênticas, criativas e impactantes. Além de ajudar a saber quais as publicações são alvos da sua narrativa.

Então me responda: 
– Quais suas paixões como viajante? Pense nas suas três últimas viagens. Que atividades todas tem em comum? 
– Quais são as coisas que você procura quando viaja, que experiências realmente te movem? Por quê? Faça uma lista com três coisas que você ama quando viaja. Considere cada uma delas. O que você aprendeu fazendo cada uma delas?
  
– Alguma dessas paixões poderiam ser o núcleo da sua próxima narrativa de viagem? 
Quem quiser pode compartilhar as respostas desse pequeno exercício nos comentários. Estou curioso para saber as paixões de vocês 🙂

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